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Actual Biblioteca Municipal
D.Dinis
R. Combatentes da Grande Guerra, s/ nº - Odivelas
Urbano, destacado, flanqueado, incorporado no edifício da Biblioteca
Municipal.
De planta longitudinal composta pela justaposição de 2 rectângulos (nave e
capela-mor), o edifício apresenta volumetria paralelepipédica, sendo a
cobertura efectuada por telhados a 2 águas. O edifício é superiormente
rematado por platibanda precedida de cornija. No alçado lateral (E.)
reconhecem-se, da primitiva construção, a presença de janela de peito de
verga recta com emolduramento simples de cantaria e malheiro de ferro e
porta, também de verga recta mas destacada e articulada com pequeno painel
de cantaria relevado, encimado por frontão interrompido definido por volutas.
Destaca-se a cabeceira do edifício (S.), que delimitada por cunhais de
cantaria, ostenta muro animado ao centro por painel azulejar monócromo, com
a representação do orago envolto numa estrutura em arco de volta perfeita
suportada por colunas de fuste torso sobre predela, sugerindo assim um
altar. O alçado é superiormente rematado por frontão triangular - com cruz
ao centro e tímpano decorado também por painel azulejar azul e branco -
articulado lateralmente com parapeito murado. No INTERIOR, de nave única e
cobertura em abóbada de berço, regista-se do lado da Epístola a presença de
base de púlpito em cantaria. Precede a capela-mor, arco triunfal de volta
perfeita de cantaria. Na capela-mor, com cobertura também em abóbada de
berço subsiste a mesa de altar e 1 lápide tumular seiscentista, no
pavimento.
Séc. 17 - fundação e edificação da capela capela de Nossa Senhora do Monte
do Carmo por Gil Vaz Lobo, alcaide-mor da vila de Sintra, num terreno que
possuía contíguo à sua quinta de Odivelas;
1678 - falecimento, em Castelo
Branco, de Gil Vaz Lobo, posteriormente tresladado para a capela de Nossa
Senhora do Monte do Carmo, sendo os seus bens herdados (e entre eles a
quinta e a capela de Odivelas) pelo seu sobrinho António de Miranda
Henriques, o qual igualmente lhe sucede nos cargos que detinha;
1758 - no
relatório efectuado pelo pároco (solicitado pelo marquês de Pombal na
sequência do terramoto de 1755) a é referenciada como capela da quinta de
José Joaquim Miranda Henriques;
1856 - a propriedade, então referida como
Quinta Nova do Miranda, é hipotecada pelos seus proprietários Francisco de
Paula Marques e sua esposa, D. Francisca Luisa de Miranda Brito e Marques;
1879 - a quinta é perdida, por via judicial, pelos seus antigos
proprietários, que não conseguem cobrir a hipoteca;
1880 - aquisição da
quinta, em hasta pública, por José Rodrigues Mendes; 1953 - a casa da quinta
é doada pelo proprietário, Dr. Abreu Lopes, à Câmara Municpal de Loures;
1992 - incêndio destrói quase completamente o que restava da antiga casa da
quinta;
1997 - a capela encontrava-se já sem cobertura;
1998 / 1999 -
profunda campanha de obras com vista à transformação da antiga casa de
quinta e capela anexa em biblioteca municipal.
CMO: 1998 / 1999 - obras de recuperação e transformação da antiga casa da
quinta e capela anexa com vista à instalação da Biblioteca Municipal D.
Dinis
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